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domingo, 18 de julho de 2010

A MEGERA DOMADA X O CRAVO E A ROSA - ANOS 20



Em 2000, foi produzida a novela “O Cravo e a Rosa” escrita por Walcyr Carrasco. A trama baseada na peça teatral de Willian Shakespeare mostra uma Katherina feminista que luta por igualdade entre os sexos, ela acaba por se render ao amor. Porém, o autor mostra na figura da protagonista as mudanças que ocorriam na época referente a mulher.
Nos anos 20, que se passa a novela, a mulher começa a trabalhar fora de casa. O uso dos eletrodomésticos permite as mulheres mais tempo livre. A “nova mulher” passa a usar um novo tipo de vestuário: as saias sobem, as cintas descem, livra-se dos espartilhos, corta o cabelo à “garçonete” e usa brilhantina. Exagera na maquiagem e na bijuteria, passa a andar de bicicleta, a dançar o tango, a conduzir o automóvel, a fumar e a freqüentar piscinas mistas. Esta época faz despontar um novo tipo de mulher solteira - liberta, independente e aventureira - que vai ascender socialmente. A Primeira Guerra contribuiu para as novas oportunidades de emprego. Começam, então, a exigir novas liberdades e recusam o modelo de educação das suas mães e avós. Reivindicam igualdade de oportunidades na educação, de direitos no acesso às profissões e salário nas fábricas.
Na trama de Walcyr Carrasco o visual de Catarina é fiel a época, ela dirige, pertence ao movimento feminista, não se cala diante dos fatos e não é prendada. A mulher passava por essas mudanças e isso foi apresentado de uma forma romantizada adaptando a TV o enredo de “A Megera Domada” e nos aspectos sociais da década de 20.

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